segunda-feira, 8 de março de 2010

Quem entende?

A Guerra dos Farrapos teve como personagem principal Bento Gonçalves. Não sou um profundo entendedor do assunto, porém, gosto e tenho algum pouco embasamento para comentar sobre. Bento era um revolucionário que segundo alguns não acreditava na revolução. Muitas teorias – e há teoria sobre tudo, chego a pensar que algumas pessoas dizem que o bolo de chocolate é feito com baunilha – dizem que Bento era um capitalista, mesmo naquela época. Dizem que o interesse era todo monetário e que não tinha nada de “sangue gaúcho nos olhos”.

Não acredito nisso, vou morrer acreditando que Bento era um lutador, um guerreiro e alguém que deixou herança e legado a todo o povo do sul. Somos lembrados como rudes por uma justa causa. Ninguém fez o que fizemos, ninguém teimou contra um império, ninguém lutou contra milhões com mil. Esse é o sul. É o sul que perdeu no último sábado, um de seus maiores compositores, o tradicionalista, Leonardo.

Que escutem: “é o meu Rio Grande do Sul, céu, sol, sul, terra e cor. Onde tudo que se planta cresce e o que mais floresce é o amor”, e lembrem-se de Bento Gonçalves e de Leonardo. Mas não se esqueçam que mais gente está por trás disso. Anita Garibaldi, por exemplo.

Anita não está por trás de conspirações nem teorias. É unanime, foi uma guerreira. A mulher por trás dos homens – mais por trás de Josepi Garbiladi que dos outros -, mas uma nobre de alma e uma selvagem de coração.

Reza a lenda que mulheres estiveram por trás de inúmeras guerras e conflitos. Há teorias – o chocolate e a baunilha – dizendo que em quase 100% das guerras houve participação de mulheres. Em algumas épocas, era comum que elas se travestissem de homens e enfrentassem de igual para igual os munidos de testículos. Com uma vantagem que tinham, ninguém as entende.

Já tentei entender mulheres, mas a única coisa que entendi tentando entende-las, é que não há como. É impossível saber quando uma mulher está satisfeita – sim, incluo o sexo nessa história – e é mais impossível ainda saber se está agradando-a. Nós homens, somos menos exigentes, nos basta cerveja, sexo e futebol e estamos felizes. Mulher não. Pra elas tudo sempre poderia ser melhor.

Se tomamos cerveja, poderia ser champagne, se damos chocolate de presente, poderia ser um urso de pelúcia. Se damos carinho, preferem os cretinos, se somos cretinos, gostam de carinho. Não entendo e já parei de tentar entender.

O que é certo é que nós (homens) não vivemos sem elas. Não nasceríamos sem elas, e não teríamos nada não fossem elas. Algumas delas já me fisgaram. Outra já reclamaram de mim. Algumas até já se apaixonaram por mim, mas tenho a plena convicção que para elas, eu sempre poderia ter sido melhor. Talvez devesse ter sido melhor. Ou talvez devesse ter sido diferente. Quem sabe as mulheres nunca estão satisfeitas por que nós nunca estamos a altura delas. Há de se pensar nisso.

O que há de mais concreto é que há um dia específico para mulher, quando todos sabemos que todos os dias são delas. Feliz Dia Internacional da Mulher, não as entendo, mas as parabenizo da mesma forma. Quem sabe no dia que entendermos as mulheres, entenderemos também a titularidade do Ferdinando no Grêmio e a não convocação do Ronaldinho Gaúcho na Seleção.

7 comentários:

Bernardo disse...

Muito massa, como te disse acho muito tri essa ideia de abordagem historia com assuntos cotidianos..
parabens meu!

Carolis disse...

HAAAAAAAA muito bom ! Serio mesmo gostei demais !

Anônimo disse...

ameiiiiiii teu texto!
tu escreve muitoo!

Anônimo disse...

aaaamei teu texto!
tu escreve muito!

Anônimo disse...

Muuuito afude, concordo com quase tudo ricar :P
toco o horror!

Marco H. Strauss disse...

Essa semana em sua coluna semanal, Arnaldo Jabor, comentou sobre algo semelhante - quanto às mulheres - e assim como ele disse, repito: "nós, homens, jamais entenderemos elas, assim como elas jamais nos entenderam." - claro que nas palavras mais 'desenhadas' do nosso querido. Quanto ao nosso Rio Grande - do qual muito me orgulho, de fato -, talvez as teorias não sejam apenas teorias, talvez sejam. Há muita coisa na história 'mal contada'; heróis que não o foram, 'bandidos' mal julgados, etc. Basta a nós acreditar naquilo que traz mais satisfação, e para mim, mais me satisfaz acreditar que o povo gaúcho é, foi e sempre será o povo guerreiro que luta, lutou e lutará contra tudo e contra todos.
Muito bom, gostei do 'degradê' de temas que fez no texto.
Abraços.

PS: ah, esse fds sai mais alguma coisa lá no meu blog, não tive tempo de escrever durante a semana, mas esse fds eu acho uma brecha!

Marco H. Strauss disse...

Se quiser dá uma passada no:
http://subestacao.blogspot.com/

Fique à vontade para comentários. hasuhasuahs

Abraço meu velho!