quinta-feira, 18 de abril de 2013

Vale-Paraíso





E surgiu o tal do Marco Feliciano, vá lá que até então eu nunca tinha ouvido falar no tal sujeito, e talvez não me fizesse falta até agora tê-lo ou não conhecido. Vá lá também, que justo quando fala-se no referido senhor, minha leitura de cabeceira é um livro chamado “O Anticristo”, de um tal filósofo alemão cujo nome é Friederich Nietzsche, e nesse livro, ele agride de forma veemente não a Cristo, mas ao cristianismo enquanto exercício fanático, e sua cegueira acerca de coisas tão simples.

Certamente que não sou eu quem vai usar das palavras para mudar convicções, visto que convicções não são assim tão simples de se mudar, e muito menos quero aqui causar polêmica; o que quero é mostrar o quão ignorante é preocupar-se com a vida das pessoas. O que quero é mostrar que não há razão lógica para que tenhamos sequer vontade de metermo-nos naquilo que não nos diz respeito. Há maneiras e maneiras de se viver uma religião e seus conceitos, mas não é preciso que essas maneiras desrespeitem a maneira que outras pessoas escolheram para viver suas próprias vidas.

De acordo com o tal evangelho Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, isso quer dizer que o homem é o que Deus representa, e sendo assim, cabe a ele mesmo, homem, definir se quer ou não ser gay, se quer ou não adotar uma criança, e digo mais: uma criança adotada por um casal de homossexuais só sofre por que existem pessoas que exercem de forma tão sacripantas, o seu preconceito. Não existisse o preconceito, não haveria sofrimento para gays, negros, judeus, a mim, a ti; não houvesse preconceito, seríamos mais felizes, nós os mundanos.

Aí aqueles fanáticos que certamente dirão que o Feliciano esse está certo, eu pergunto: quem foi que disse que ele está certo, Deus? E tu lá tens conversado com Deus? Tu leu um livro escrito pelo HOMEM, e como tal, criado, imaginado, maculado e modificado, e quer me convencer que quem o escreveu foi a divindade. A faça-me o favor. Esse livro que tu leste, foi criado para que a humanidade agisse como o próprio homem queria, evitando assim que fugisse do controle de alguns a evolução humana.

Evolução humana, agora cheguei num capítulo muito especial dessa humilde crônica: a evolução humana foi, é, e sempre será estagnada enquanto houver aqueles que deixam-se levar pela cegueira religiosa. A evolução do homem na Terra poderia estar milhões de estágios acima, não fosse o próprio homem querer impedi-lo criando um livro de “orientações” que o obriga a travar seu próprio conhecimento, focando-o apenas em um ser mágico.

Não parece estranho, que a maioria das ramificações cristãs reforcem-se todos os dias da fé dos que adoecem, dos que empobrecem, dos que passam fome, dos que estão em situação de fraqueza, e siga, ela mesmo, colocando em situação igualíssima aqueles que ela diz serem “pecadores”, nesse caso me refiro aos homossexuais?

É meu amigo, eu vou morrer sem ver tudo, mas o que me conforta é que tão logo eu morra, estarei indo para o céu, para aquele lugar iluminado, e cheio de belezas, onde só os bons moços estão, ou aqueles que roubaram, mataram, traíram, mas se confessaram a tempo de pegar seu “vale-paraíso”, concedido pelo Feliciano e seus amigos.