terça-feira, 22 de maio de 2012

Seu hipócrita

Niccolò di Bernardo dei Machiavelli, duvido que não conheças esse homem. Os mais ínitmos o chamam de Maquiavel e eu me coloco dentre a parcela de pessoas que tem intimidade suficiente para chamá-lo assim. Suponho que tu também. Entre tantas coisas que esse italiano afirmou em sua política linha de pensamento destaco aqui a que me chama atenção arrebatadoramente: a natureza humana é má e os seres humanos querem obter os máximos ganhos a partir do menor esforço, apenas fazendo o bem quando forçados a isso.
É isso! Claro que é isso. Todos nós nascemos embuidos de uma maldade sinistra e não nos desfazemos dela com o passar dos anos, pelo contrário, ela fica cada vez pior. O que acontece é que aprendemos a maquiá-la, e bem maquiada, transformando sua verdadeira face, que é a da Ingrid Guimarães, na da Megan Fox.
Eu nem precisaria dizer mais nada depois de externar para ti, que por ventura, não conhecesse esse pensamento do Maquiavel. Ele por si só fala tudo que alguém poderia dizer, mas como sou teimoso quero fazer aqui a minha análise sobre esse pensamento que me enche de certezas.
Falo agora contigo, garotão que arruma-se todo final de semana, despeja belas borrifadas de seu perfume Dior no pescoço, entra na camiseta gola v da Calvin Klein e ruma até as baladas infindáveis da pujante noite gramadense, ou seja lá de onde tu fores. Quando tu vê aquela guria com as pernas esguias, saltitando serelepe tal qual uma gazela em campos verdejantes em cima daquela meia pata e enfiada naquele famoso vestido de tubinho que a deixa tão sensual, o que tu pensa?
Ah, malandrão! Eu sei o que tu pensa. Tu pensa que fará qualquer coisa para conquistá-la. Mentirá idade, contará vantagem sobre tudo e todos, mesmo que a grande maioria do que tu fale seja a mentira mais deslavada do mundo. Tu fará o que for possível para dar uns amassos na mocinha, para no final poder dizer para os teus amigos que “pegou” a pobre coitada.
E tu sabe por que tu é assim? Tá lá no primeiro parágrafo deste texto. Por que a tua natureza é essa, tu é do mal. Tu mente para conseguir as coisas, afinal de contas seria muito mais difícil conquistar alguém sendo feio, pobre e sem virtude. Tu utiliza um atalho rumo ao coração da preza e é assim que a conquista. Mentindo que podes até ser feio, mas é rico.
Não entenda que falei apenas contigo, querido amigo baladeiro, pois tu não é exclusivo no time dos malvadões. Todos estamos nesse time. Eu gosto de dizer, mesmo que isso me envergonhe, que todos os homens são corruptos. Todos burlam alguma coisa de alguma forma, em benefício próprio e geralmente esse benefício é financeiro. Me parece hipocrisia achincalhar políticos alcunhando-os ladrões ou bandidos, visto que todos de alguma forma temos as mãos sujas.
Sabe qual a minha diferença e a tua para aqueles políticos que estampam as manchetes do Jornal Nacional? Eles tiveram a chance de meter a mão no dinheiro alto, enquanto nós, meros assalariados nos contentamos em usar as folhas do lugar em que trabalhamos para imprmir nossos trabalhos da faculdade. Nos contentamos em ir até nossa casa dar comida para o cachorro com o carro da empresa e nos contentamos, à vezes em dar uns bons amassos em horário de expediente.
Nós, seres humanos somos nojentos na maior parte do tempo, e hipócritas no que sobra dele. Concordo que guardadas as proporções eu e tu somos ladrões infinitamente menores do que os políticos envolvidos em escândalos em Brasília, mas e se tu tivesse a oportunidade meu amigo, não meteria a mão no dinheiro público?
Tá vendo, aposto que tu respondeu que não, e como eu disse agora há pouco, no tempo em que não somos nojentos, somos os maiores hipócritas do mundo.


10 comentários:

Frederico B. Oaigen, disse...

Confesso: li o texto todo pensando que eu era diferente e levei um tapa na cara ao perceber que somos todos iguais. Uns mais iguais que os outros, mas somos todos assim.

Atualizando o status de maquiavel, segundo minha percepção:

Passou de "Filho da puta" para "pessoa normal"

Parabéns pelo texto, caro amigo, tu é fodão!

Flávio Ramos disse...

Muito bom texto mesmo, li vendo em um compartilhamento do Fredi.

Eu só acho a Ingrid Guimarães bem pegável...

Ricardo Bertolucci Reginato disse...

Grande Fredi!
A ideia do texto é essa, mostrar que todos estamos dispostos a "errar" em benefício próprio, sem querer comparar o tamanho de um roubo no senado para com um trabalho impresso com a folha dos outros. hahaha.

Flávio!
Legal que chegou até aqui, cara. Agradeço pelo elogio, e quanto a Ingrig Guimarães, prefiro não comentar. hauahsuash.
Abraço

Marco Henrique Strauss disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marco Henrique Strauss disse...

Primeiramente quero dizer que o texto está muito bom. A tua ideia até tem sentido, e tempos atrás eu até concordaria plenamente contigo, mas hoje não.
Nunca esqueço, e olha que minha memória não é das melhores - diria até que é das piores -, quando um dia na sala de aula, quando estava no ensino médio, iniciei uma apresentação de um trabalho com nosso saudoso Gilnei com a seguinte questão: "A gente reclama todo dia, mas quem de nós não roubaria caso estivesse lá? Eu o faria - afirmei."
Pois bem, hoje não penso mais assim, mas na época com certeza esse era meu pensamento. Discordo contigo quando diz que temos maldade dentro de nós, acredito apenas na nossa IGNORÂNCIA, isso sim, a qual nos faz seguir um caminho teoricamente mais fácil e por consequência, do mau. Mas não digo isso para nos livrar de tudo que fazemos, não, temos o livre arbítrio e se escolhemos um caminho errado, é de nossa total culpa. Então não me venham dizer: eu matei porque tinha que comer, eu roubei porque o fulano disse que não teria problema...ou pior, EU NÃO SABIA. Então nessa parte eu discordo, acho que pelo contrário, nós temos o BEM dentro de nós, o problema é que usamos apenas o que temos por fora, o que nos convém no momento, enquanto esquecemos no íntimo aquilo que realmente somos: pessoas boas.
Errar a gente erra todo dia, seria hipocrisia minha falar que eu não cometo "delitos" diariamente, mas não tanto como uma vez, pra mim isso é evolução. Tanto quanto um bandido que mata no primeiro assalto e depois comete apenas alguns furtos; furtar é certo? Não, mas é uma evolução, visto o que ele cometia antes.
Muito me criticam, me chamam de chato e outras pessoas que agem como eu, quando reclamo de uma pessoa que está fazendo alguma coisa errada no trânsito, quando "me meto" e reclamo, mas se eu não reclamar e não optar por fazer o certo, ninguém mais o fará. Então meu caro, acho que sim, todos nós cometemos muitos delitos e sim, somos hipócritas, demasiadamente hipócritas, no entanto não somente quando se trata de política ou de "roubalheira". O importante é a gente tentar corrigir isso cada dia, e mesmo o dia que formos "perfeitos" e já não mais cometermos delitos, ainda estaria errado somente julgar quem o faz, pois precisamos saber que já passamos por aquilo é um caminho duro até evoluirmos a ponto de simplesmente saber que é errado. A diferença está entre pessoas que querem mudar e no final do dia conseguem rever todos os erros cometidos para tentar acertar no outro dia e aquelas que simplesmente erram e vão continuar errando, mas um dia todos evoluem a ponto de encontrar o bem que têm, algumas demoram mais outras menos...o certo seria apenas olhar para nossos erros e não para os dos outros, mas até chegarmos à esse ponto de evolução a gente vai reclamar e falar mal dos outros.
Muito bom o texto e desculpa o comentário meio longo, mas quando o texto é bom rende longos comentários. Hahahahahah Valeu!

Ricardo Bertolucci Reginato disse...

Grande Marco!
Fizeste um texto sobre o meu texto, hein. hahaah.
Cara, preciso apenas esclarecer algumas coisas:
a primeira delas é que quem declarou que as pessas tem a natureza má, não fui eu e sim o Maquiavel, porém, claro eu compartilho da ideia.
Segundo, quando eu disse que somos maus e maquiamos essa maldade, eu quis dizer exatamente o que comentaste. Naturalmente somos malvados, porém, alguns de nós optam por outro caminho - e isso é muito bom -, mas aí, mascaram sua verdadeira natureza. E isso explica o por que podemos ser bons durante quase todo o tempo, mas em alguns lapsos nos tornamos homens das cavernas. É aquela coisa: não se pode mentir para sempre.

Mas, entendo a tua opinião, e é muito bom que o mundo tenha esses princípios que tu tem. Talvez, me colocando no lugar dos políticos, eu não faria o que alguns fazem, e quero acreditar que muitos políticos não fazem também, mas na essência, somos hipócritas, mentirosos e safardanas ao meu ver, o que não me dá credibilidade alguma para atestar como seria se eu estivesse lá. Hahaha

Valeu pelo comentário, cara, é sempre bom debater com pessoa inlitegentes como as que aqui comentam.

Abraço,

Marco Henrique Strauss disse...

É a diferença é que tu concorda com a ideia de que somos maus e temos "lapsos" de bondade; eu acredito que somos bons e temos "lapsos" de maldade. Hahahahaha
Na verdade nem eu teria como dizer com certeza o que eu faria se estivesse lá, mas pra minha proteção, eu não tenho vontade nenhuma de estar lá.

Vágner Gonçalves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vágner Gonçalves disse...

Cara, só para resumir minha ideia na área da política - o exemplo vem do poder (dos comandantes - lá de cima para baixo, de quem tem a caneta na mão), o povo se baseia nisso - no exemplo. Falta base, modelo - sempre faltará porque somos racionais. Solução: Seres irracionais são confiáveis - os cães são os melhores exemplos, daí acabará tudo !

Ricardo Bertolucci Reginato disse...

Olá Vagner, seja bem vindo!
Mas aí, partindo desse princípio, se a educação fosse de qualidade no Brasil, teríamos um País menos corrupto e mais puro no futuro, uma vez que seres humanos com educação não são tão facilmente "manipulados".
Mas enfim, são teorias que devem realmente maior atenção.

Valeu pelo comentário.