domingo, 13 de maio de 2012

Pra ti, mãe!





Só então eu entendi! Só quando inalei pela primeira vez o suave cheiro que exalava daqueles cravos que compraste em homenagem à tua mãe, e por consequência minha avó. Foi naquele instante, enquanto aquela fragrância macia inundava-me a alma, que pude perceber algo tão claro, mas que até agora ainda era obscuro para mim. 
Dizem que todos tem um objetivo na vida e todos vem ao mundo com uma missão. Independente de qualquer religião ou credo, eu acredito nisso. Acredito que ninguém nasce sem um talento que seja, e ninguém vem ao mundo apenas para passar por ele. Até então eu não sabia a que tinha vindo ao mundo, mãe, mas foi ali que entendi.

Perdeste em julho de 1989 a pessoa mais importante da tua vida, e que até aquele momento estava isolada nesse papel. Tenho certeza que a vó Marisa era alguém pra lá de especial e que nela tu tinha o conforto do qual precisou ao longo de toda a tua vida, até teus 26 anos. Só que naquele fatídico ano de 89 a perdeste, e o que seria de ti então? 
Então, em novembro daquele mesmo ano eu nasci, e só agora entendo que isso aconteceu para que eu fosse o substituto natural da tua mãe. Tudo bem, eu sei que pode ser um pouco prepotente da minha parte, mas foi isso, não pode ter sido nada diferente. Eu cheguei poucos meses depois que perdeste tua mãe, para que eu fosse o alento na tua vida, para que eu fosse aquele a quem recorrer em um abraço quando se está triste, ou aquele que diria – depois de grande – as palavras que te reconfortariam, e eu sei bem quais são essas palavras: Te amo.
Pois é, mãe, ficou claro pra mim que eu vim ao mundo para te dar o que tu tinhas acabado de perder. Vim ao mundo ser pra ti o que tua mãe havia sido até então, por que ninguém deve ficar sozinho neste mundo, mãe. Assim sendo, eu sei que não estou sozinho e tu também tenha certeza de que jamais ficará sozinha, pois eu estou e estarei sempre ao teu lado.
Passamos por tantas coisas juntos. Amargamos tantas derrotas parciais, mas no final rimos tanto com as vitórias. Sofremos por vezes e brigamos por outras é verdade, mas qual a relação de amor que não tem altos e baixos? A grande verdade, mãe, é que te amo desde o momento que vim ao mundo e que te amarei até o final dos meus dias, pois tu és a grande razão pela qual eu vivo.
Ninguém vai te amar mais do que eu, e ninguém te ama mais do que a vó Marisa, portanto, me parece que na função da te amar, minha avó não está mais isolada, pois agora estou aqui e te amo tanto quanto.


Feliz Dia das Mães!


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