sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Jah RastafarI

Retorno das férias com um ar encantando, um “quê” desmiolado, e um tanto quanto desnorteado com a Babilônia interiorana que tomo de volta. É claro que não queria voltar. A praia me parece tão mais simpática que a Serra. Me parece tão mais envolvente ou como diriam as novas línguas; mais tendência. Não queria voltar, mas voltei.
Enquanto eu andava na areia fofa, acompanhado do mar, que seguia-me retilíneo durante todo e qualquer percurso explanei sobre algumas ideias, as mais fundamentais delas se davam em realizar algo com o que sempre sonhei e outrora cheguei a explicitar aqui. Tomei uma decisão, aliás, tomei duas decisões na praia. A primeira delas se deu em realizar esse meu antigo sonho.
Peguei meus fones, ao som de um reggae e subi um morro, tal qual escrevi no texto “Água na Boca” (disponível nesse mesmo blog há cerca de um ano). Derivei um pouco de minha escolha escrita tantos meses atrás, e subi um morro o qual o mar também ladeava. Ou seja, eu tinha um morro, as rochas, um reggae, o sol e o mar.
O cansaço da subida pouco me atingiu quando alcancei o topo e sentei-me sobre uma rocha enorme, e ali fiquei, mais de uma hora, e quando atentei-me ao som de um reggae que me dizia:
Quero estar a todo instante
Em teu calor contagiante
Pé na areia, água-viva
Esse mar é energia

Coração fica gigante
Paisagem estonteante
Cheiro de flor, alegria
Mil sorrisos, pura vida

Pensamentos tão distantes
Lindos olhos de brilhante
Colorida luz do dia
Seja como for, seja aonde for

É tanta paz que dá vontade de cantar
É tanto amor que dá vontade de voar
É isso tudo que devemos preservar
Por favor faça agora, não é tempo de esperar...

Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo
Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo
Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo
Anda na pedra, corre pro oceano
Pérola do Sol, te amo

entendi que a vida tem um significado tão grande em um contexto que inclui a felicidade em coisas tão pequenas.
Não que eu tenha aderido ao budismo ou ao rastafari, porém, voltei das belas praias catarinenses com um sentimento novo, me parece que a liberdade. Talvez eu tenha entendido o real significado da palavra felicidade. Voltei outro, isso é o importante.
Enquanto lá estava pedi aos céus, a Jah, a Deus, a Budha, a Alá, enfim pedi a quem pudesse me atender que me trouxesse a felicidade nesse novo ano. Sinais desse fevereiro me levam a crer que fui atendido e espero que continue sendo durante muito tempo.
Voltei a Gramado e fiz questão de desenredar a segunda ideia que desenvolvi na praia, enquanto comia um belo peixe na beira do mar de Laguna, decidi-me: “farei uma tatuagem que me atrairá mais coisas boas”. A fiz e espero e aguardo mais e mais vibrações positivas, pois como todos sabemos: positividade atrai positividade, que atrai positividade, que atrai...

4 comentários:

Marco H. Strauss disse...

Reggazinho na mente, ideias flutuando! há, que não tem coisa mais boa. haushaua ótimo "encontro" espiritual.
abraços.

Marco H. Strauss disse...

Procurei o texto "Água na Boca", mas sem sucesso. Se puder me enviar o link :D
valeu

Fran Ribeiro disse...

"[...]pedi a quem pudesse me atender que me trouxesse a felicidade nesse novo ano. Sinais desse fevereiro me levam a crer que fui atendido e espero que continue sendo durante muito tempo."

Se bem entendi, as tuas preces foram atendidas da mesma forma que os meus pedidos de final de ano, como “felicidade, amor e proteção” se realizaram contigo ao meu lado.
Ficou muito bom o texto, Ricardinho.
;)
bjbj

Ricardo Bertolucci Reginato disse...

Minhas preces de uma vida toda foram atendidas, dona Franciélle Ribeiro. És, em possoa, a clara a manifesta descrição do que significa o amor...para mim.