terça-feira, 23 de julho de 2013

Tu jamais morrerá




Eis que os gregos um dia disseram uma frase que pode mudar o teu dia e que eu reproduzo aqui:“enquanto teu nome for dito, tu jamais morrerá”.
É figurada, eu bem sei, a conotação dessa frase mas ela tem tanto significado. Você, com sua inteligência já entendeu que os gregos quiseram dizer que enquanto alguém fala o teu nome,tu se torna eterno, ao menos para aquela pessoa, e isso significa que você cumpriu um papel adequado na Terra. Que belo modo de ver as coisas. Imaginar que alguém, daqui a 200 anos pode falar o teu nome, significa que alguma coisa de importante tu fiz na vida para que gerações tão a frente da tenham ouvido falar em ti.

Só que essa frase também é triste. É triste por que lida diretamente com a morte, lida diretamente com a perda e com a ausência, situações pelas quais nem eu, nem tu queremos passar e isso me faz extrair um outro assunto ainda da frase desses pensadores gregos. Sei que tu deves estar em cólicas pensando o que diabos esse guri metido a espertinho tem a te dizer e eu também já não aguento de vontade de te falar, portanto, sem rodeios te direi:

Por que esperar a morte para lembrar de alguém?

Você passa dias e dias querendo falar com um amigo e resolve deixar sempre pra depois, por que está cheio de trabalho; esquece de dizer um eu te amo pra tanta gente, por que está com a cabeça cheia; foge do chope com os amigos por que tem um compromisso com o trabalho depois do próprio trabalho. Você deixa de viver a sua vida, por que sempre tem outra vida para viver.

Não espere até amanhã para dizer para alguém o quanto ele é especial para você, não deixe pra amanhã aquilo que hoje pode ser feito. Pegue esse teu telefone e ligue pro teu amigo, ligue pra tua mãe, ligue pra tua esposa, namorada, filha, filho...ligue pra quem quer que seja, mas ligue agora e solte um retumbante: eu te amo, saído das profundezas mais afetivas do teu ser.

Mesmo que tu esteja agora pensando que eu não sou ninguém pra te falar isso e que tu bem sabe o que é melhor pra ti e essa minha teoria é velha e batida, eu apenas gostaria que ligasse pra alguém e dissesse que o ama. Se isso acontecer, eu prometo que você não vai precisar sequer morrer para que alguém lembre de ti por toda a eternidade.


terça-feira, 25 de junho de 2013

O Brasil acordou, mas segue enxergando mal




Então há boatos de que o Brasil acordou. Veja só que novidade, uma país absorto em sua malemolência e de tradicional comodismo resolveu sair do coma e caminhar rumo ao progresso, enchendo o coração dos patriotas de orgulho e emoção. Não há quem não valha-se do sentimento nacionalista e saia às ruas, e vista-se de verde e amarelo, use a máscara do V, poste nas redes sociais seu descontentamento ante ao aumento das passagens do transporte público, à repressão, à corrupção, à violência, aos  problemas do trânsito, às falhas na educação pública, à ausência de saúde pública...ao que mais?

É preciso exaltar a audácia e coragem de um povo que resolveu retirar as nádegas da poltrona e pintar-se com as cores do Brasil. Resolveu dizer que está cheio disso, cheio daquilo e supercheio daquele outro, mas aí é que eu encontro o erro. Ao que se está manifestando?

No país do Carnaval, vejo que até os protestos estão transformando-se em um. Não se sabe mais qual o foco da revolução, qual o motivo do motim. Se há uma manifestação e se ela quer legitimidade, digam ao governo sobre o que se protesta. Mantenham um foco e valham-se dele para fazer valer os seus direitos, por que só assim, saber-se-á qual a vontade popular.
Enquanto houver gente defendendo as causas homossexuais, gente ofendendo a corrupção, gente pregando um país melhor educado, gente pedindo um SUS de qualidade, um movimento de proporção homérica vai ficar apenas no figurado, sem valer-se do literal.

Apoio e louvo as manifestações. Precisamos de pessoas que saiam as ruas bradando sua revolta, pois assim acontece em muitos países de alto índice de desenvolvimento. É só sabendo como a população pensa, que governantes podem efetivamente trabalhar por ela, mas proponho que exista um foco.

Enquanto não houver um foco, o Brasil seguirá sendo o que hoje é, um país confuso, cheio de problemas, capenga, carente, frágil e muito em função de algo que se vê nos protestos populares que hoje saem as ruas: cada um só pensa no seu umbigo, cada um só quer protestar pelo que lhe convém.

Proponho assim o fim do individualismo e o começo de uma era onde protestemos todos, de uma vez só, por um Brasil melhor, e por um problema de cada vez.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Vale-Paraíso





E surgiu o tal do Marco Feliciano, vá lá que até então eu nunca tinha ouvido falar no tal sujeito, e talvez não me fizesse falta até agora tê-lo ou não conhecido. Vá lá também, que justo quando fala-se no referido senhor, minha leitura de cabeceira é um livro chamado “O Anticristo”, de um tal filósofo alemão cujo nome é Friederich Nietzsche, e nesse livro, ele agride de forma veemente não a Cristo, mas ao cristianismo enquanto exercício fanático, e sua cegueira acerca de coisas tão simples.

Certamente que não sou eu quem vai usar das palavras para mudar convicções, visto que convicções não são assim tão simples de se mudar, e muito menos quero aqui causar polêmica; o que quero é mostrar o quão ignorante é preocupar-se com a vida das pessoas. O que quero é mostrar que não há razão lógica para que tenhamos sequer vontade de metermo-nos naquilo que não nos diz respeito. Há maneiras e maneiras de se viver uma religião e seus conceitos, mas não é preciso que essas maneiras desrespeitem a maneira que outras pessoas escolheram para viver suas próprias vidas.

De acordo com o tal evangelho Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, isso quer dizer que o homem é o que Deus representa, e sendo assim, cabe a ele mesmo, homem, definir se quer ou não ser gay, se quer ou não adotar uma criança, e digo mais: uma criança adotada por um casal de homossexuais só sofre por que existem pessoas que exercem de forma tão sacripantas, o seu preconceito. Não existisse o preconceito, não haveria sofrimento para gays, negros, judeus, a mim, a ti; não houvesse preconceito, seríamos mais felizes, nós os mundanos.

Aí aqueles fanáticos que certamente dirão que o Feliciano esse está certo, eu pergunto: quem foi que disse que ele está certo, Deus? E tu lá tens conversado com Deus? Tu leu um livro escrito pelo HOMEM, e como tal, criado, imaginado, maculado e modificado, e quer me convencer que quem o escreveu foi a divindade. A faça-me o favor. Esse livro que tu leste, foi criado para que a humanidade agisse como o próprio homem queria, evitando assim que fugisse do controle de alguns a evolução humana.

Evolução humana, agora cheguei num capítulo muito especial dessa humilde crônica: a evolução humana foi, é, e sempre será estagnada enquanto houver aqueles que deixam-se levar pela cegueira religiosa. A evolução do homem na Terra poderia estar milhões de estágios acima, não fosse o próprio homem querer impedi-lo criando um livro de “orientações” que o obriga a travar seu próprio conhecimento, focando-o apenas em um ser mágico.

Não parece estranho, que a maioria das ramificações cristãs reforcem-se todos os dias da fé dos que adoecem, dos que empobrecem, dos que passam fome, dos que estão em situação de fraqueza, e siga, ela mesmo, colocando em situação igualíssima aqueles que ela diz serem “pecadores”, nesse caso me refiro aos homossexuais?

É meu amigo, eu vou morrer sem ver tudo, mas o que me conforta é que tão logo eu morra, estarei indo para o céu, para aquele lugar iluminado, e cheio de belezas, onde só os bons moços estão, ou aqueles que roubaram, mataram, traíram, mas se confessaram a tempo de pegar seu “vale-paraíso”, concedido pelo Feliciano e seus amigos.

domingo, 10 de março de 2013

Vamos Viver Nossos Sonhos, Temos Tão Pouco Tempo








O tempo, que a tudo aterra, atirou a última pá de cal na minha adolescência não tão longínqua, tão logo morreu Chorão da banda Charlie Brown Jr. Enquanto o mundo olha para a morte do Presidente venezuelano, eu aqui, em minha humilde insignificância chateio-me muito mais com a notícia do óbito desse que considero um poeta.


Durante muito tempo fui fã da banda cujo vocalista partiu sem mais nem menos e sem sequer se despedir. É bem verdade que com o ingresso na vida adulta, deixei pra trás tal predileção, como sempre deixamos as coisas da adolescência, mas tal qual o primeiro amor, aquilo que fez parte tão intensamente da nossa vida, enquanto jovens, permanece para sempre circunscrita no coração, como uma tatuagem forja uma marca eterna na pele.


Nós que já tivemos Raul, nós que já perdemos Cazuza, Renato Russo, nós que já criamos e enterramos tantos poetas, perdemos mais um. Sei que, possivelmente, considerar-me-ão um acéfalo por julgar Chorão um poeta, mas convido a quem, por ventura pense assim, a escutar algumas das canções menos populares do falecido. Canções como “O Preço”, como “Lugar ao Sol”, entre outras são verdadeiros exemplos de que realmente, em tempos de “Lek, Lek” e do sertanejo universitário, perdemos uma daquelas pessoas que gostaria de mudar o Brasil, algo que a cada dia rareia mais.


Cada parágrafo do texto que escrevo – e que agora tu lês – é norteado por uma canção do Charlie Brown, e são tantas passagens incríveis que penso, deixando pra lá tudo o que de errado Chorão já fez, que a geração que cresceu ouvindo Charlie Brown criou-se mais engajada, mais politicamente atuante, menos acomodada do que uma geração que vejo agora dançando e ouvindo a volumes execrantes músicas sem sentido e sem moral.


Não valho-me desse espaço para julgar e sequer condenar alguém, valho-me sim dele para dizer que essa perda levou consigo a trilha sonora da minha juventude, porém, como quem realmente faz valer sua estadia na Terra deixa seus rastros, o Chorão se foi, mas suas músicas seguirão tocando no meu player, seja com a idade que for, ouvir Charlie Brown me traz um bom sentimento, nostalgia quiçá, porém, acredito ser muito mais provável que seja realmente alguns ensinamentos que o mestre Alexandre Magno Abrão, que é esse o verdadeiro nome dele, deixou. Uma dessas mensagens está presente na música “Como Tudo Deve Ser”, que diz: “Vamos Viver Nossos Sonhos, Temos Tão Pouco Tempo”.
Assim sendo, viva seus sonhos, companheiro, afinal de contas, eu, tu e todos os outros temos tão pouco tempo, menos tempo talvez do que a minha já falecida e enterrada adolescência.



Só o que é bom dura tempo  bastante pra se tornar inesquecível: vai com Deus Chorão!



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A Bermuda Colorida Pelo Mundo



Há um bom tempo que eu venho pensando em criar essa postagem que vem a seguir. Trata-se de um reconhecimento e como todo reconhecimento também é uma homenagem. 

Em vermelho, azul e branco, há uma bermuda que perambula comigo pelas mais variadas partes do Brasil, e aqui, logo abaixo está minha singela retribuição à ela.
Ricardo e a bermuda colorida, pelo mundo:




                                          Praia de Jacumã- PB                                        

                                       
                                          Praia do Siriú - SC



     
                                                   Trilha da Praia de Guarda do Embaú - SC



                                            Lagoinha de Itapirubá - SC


                                           
                                           Foz do Rio São Francisco - PE



                                                   Banho de Argila na Praia da Guadalupe - PE
                   


                                          Praia dos Carneiros - PE


                                          Praia dos Carneiros - PE


 
                                          Porto de Galinhas - PE






                                         
                                               Praia Bela - PB



                                                    Itapirubá - SC


                                          Praia dos Coqueirinhos - PB


                                         Imbituba - SC


                                         Tirolesa em Calhetas - PE
                                       


                                         Dunas de Itapirubá - SC


                                                  Torres - RS


                                          Home
                                          
                                         Praia de Tabatinga - PB

                                          Praia da Vila - SC


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Outro dia, depois de muito tempo, visitei a biblioteca municipal de Gramado e, como desde que lembro ter tomado-me por gente, os livros fizeram parte da minha vida, encontrei perdidos alguns dos livros que fizeram parte da minha infância. A prova está aí, que, no nome da minha mãe “Eloisa Bertolucci”, eu retirava livros com apenas nove aninhos.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Se a Quixote os livros de cavalaria surtaram, o que esperar dessa obsessão pelos tons de cinza?