sexta-feira, 27 de março de 2009

Sexo, sexo, negócios a parte

Denise tivera sua integridade ameaçada por um ex marido, que a caluniou diante de todos. Entrara, então com um processo contra o ordinário.

Seu advogado, o Carlos, era tido como um dos melhores advogados do estado, e estava disposto a ajuda-la, porém, cobrava caro, muito caro.

Certa feita, combinaram um encontro, para tratar dos negócios, pois Denise ainda não conhecia os serviços especialistas de Carlos. O encontro, foi em um restaurante na zona nobre da cidade, inclusive muito próximo da casa do Carlos. Sem segundas intenções, jurou ele.

O encontro foi correndo tranquilamente, os valores foram acertados, o ex marido de Denise foi diversas vezes chingado e algumas taças de vinho foram tomadas, algumas dezenas de flertes rolaram.

- Sabe, Denise, minha mulher, e meus filhos, estão viajando, e eu estou sozinho na minha casa, odeio dormir sozinho – disse Carlos diretamente a paquerando.
- Pois é, Doutor...
Foi interrompida: - Carlos, por favor.
- Sim, Carlos, eu estou há alguns anos sozinha, acho que não seria má ideia, acompanha-lo a sua casa, e por la ficar.
- Ótima ideia, Denise.
Denise, com suas coxas fartas, seu cabelo negro e seios grandes levantou-se, e pediu um tempo, pois queria ir ao banheiro, antes de ir à casa do advogado.

Enquanto transavam, Denise reparou que Carlos fazia sinais com os dedos, algo como uma criança ensaiando a tabuada. No mínimo estranho, “as pessoas tem costumes estranhos quando estão com tesão”, pensou ela
A noite passou, Denise teve uma das noites de maior prazer da sua vida. Esse sim era um bom advogado.
- Sabe, Carlinhos, sempre me disseram que tu era meio mercenário, mas me surpreendi contigo.

- Que bom, Denise, fico feliz em ter te feito mudar de ideia, adorei a noite.

- Pois é, sempre me disseram que dinheiro era tudo pra ti, mas pelo visto, erraram.
- Com certeza, amor, erraram.
Dizendo isso, Denise foi saindo da cama, botando a roupa, e quando abria a porta para se despedir, Carlos olhou pra ela e disse:
- De, tu não está esquecendo de nada?
- Ah sim- disse ela, voltando e tascando-lhe um beijo.
- Não, não! Meus honorários, Denise! - falando isso, soltou uma gargalhada.
Denise riu como nunca. E rumou para a saída.
- Denise, eu não estava brincando, R$1200 a noite..

quinta-feira, 26 de março de 2009

Grande Oscar

Outro dia, encontrei um velho amigo na rua. O Oscar, sempre foi muito querido por todos, um cara de conversa agradável e franca, um rei da simpatia, fique entusiasmado com a possibilidade de uma conversa depois de tantos anos.
- Grande, Oscar!
- Opa!
- Ta lembrado de mim né? Fomos colegas no ensino médio
- Lembro – respondeu secamente.
- Mas e ai, cara, como estão as coisas?
- Normais.
- Mas e as novidades, a turma como anda? Nunca mais vi ninguém- insisti, mesmo não tendo muito papo.
- Não vi mais ninguém, e tenho que ir embora.
- O que é isso, Oscar? Está brabo comigo?
- Não, só estou sem saco para ficar com conversinhas com gente que não gosta de mim- respondeu-me ele, de forma irreconhecível.
- Como assim, Oscar, sempre fomos amigos, não é por que perdemos o contato que eu deixei de gostar de ti.
- Ah sim, e eu por acaso não sei como tu era no colégio?! Por acaso não lembro daquele dia em que tu me destratou e me chamou de louco?
- Oscar, eu nunca fiz isso, sempre te elogiei, tu era um dos meus melhores amigos.
- Não me minta, ou te agrido, fiz aulas de kung fu.
- Somos amigos, e eu não to entendendo.
- Ah sim...siga sem entender, então.
Dito isso, o diretor do manicômio nos encaminhou para os respectivos quartos.

quarta-feira, 18 de março de 2009

E mundo louco!




Ta bom, todos sabem, e eu não preciso ficar aqui comentando, que o meu blog, não é e nem será um blog “senso comum”. Não é um blog de notícias, até por que eu já faço isso todos os dias no meu trabalho, gosto de postar apenas textos meus. Mas um fato me chamou muito a atenção durante essa semana, e eu não poderia deixar passar uma coisa dessas.




Quando éramos novos, e víamos estórias (isso mesmo, com “E”) de mutantes e aberrações, acreditávamos que tudo não passava de imaginação e seria só coisa fictícia, que jamais a realidade poderia ser igual.

Víamos animais que não deveriam voar, com asas e voando, seres sem fala, conversando. Viamos até porcos sem focinho. OPA!! Porcos sem focinho, isso não é passível de aceitação, onde já se viu um porco sem focinho. Aham, conte-me outra.

Estão sentados? Pois permaneçam. Está de pé? Sente-se.

Nasceram na China, mais especificamente na província de Jingcheng, no sul chinês, dois espécimes de porco, aqueles bonitinhos, com rabinho enrolado, a cor rosada e o focinho arrebitado. A-HAAAA, peguei vocês. Porco não tem nariz arrebitado, ao menos não tem mais. Atentem-se a foto postada abaixo...




Os animaizinhos coitados, nasceram sem focinho!!! Ai você se pergunta: “Tá, e o que eu tenho a ver com isso”?

E eu te respondo: Seu safado, tu é tão safado quanto eu, por que esses bichinhos nasceram sem focinho por que a poluição os transformou em aberrações, em mutações genéticas.

Onde já se viu, caros amigos, um porco sem focinho? Onde isso vai parar? Está tudo tão louco, que uma hora dessas, eu apareço bonito por ai...Ai todos saberão que os tempos definitivamente mudaram, e pra muito pior.

Não espantem-se, caso, com uma picada de aranha crie um herói, ou uma tartaruga que vive em um esgoto possa usar tchacos e combater o mal.

É só um aviso que eu estou dando, é hora de começarmos a rever nossos conceitos, pois de repente, o fim pode estar próximo, ou pior, ele pode não chegar, e teremos que viver nesse mundo louco por mais muito tempo.

terça-feira, 3 de março de 2009

O jogador da madrugada

INFERNO!- Começa assim a história, ou melhor, a jornada, ou ainda diria mais,a missão , e por que não dizer a saga, a odisseia, e epopéia, a onomatopéia (acho que ai foi feita uma pequena confusão pela terminação da palavra), de Olino- sim, Olino é o nome. Sua mãe acreditou ter a vida salva por um vidro de Olina enquanto o esperava em sua barriga, daí a homenagem.- Pois bem, me perdi em devaneios mas a história de Olino merece atenção especial.
-Inferno! Não aguento mais essa vida cheia de dívidas, contas, prestações e alugueis atrasados. Como seria bom Bonácio, se eu tivesse dinheiro, se eu...se eu...eu ganhasse na loteria.

Tudo começou em um bar, alias como a maioria das boas histórias, depois de algumas quantas garrafas de cerveja,.
-É isso Bonácio, vou jogar na mega sena. Quero ser rico. Vem “homi” vamos catar um lotérica aberta.
- Mas Olino, já passa da meia-noite.
- Eu to com aquela sensação boa, minha unha encravada ta doendo, quer dizer, não que seja uma sensação boa, mas normalmente é sinal de sorte, entende? Se não for hoje, nunca mais ganho.
- Olino, tu tem certeza...- Bonácio parou de falar quando viu que Olino já estava longe. Não podia abandonar seu melhor amigo , e la se foi ele, atrás do jogador das madrugadas.

Bonácio correu, correu e correu, mas não alcançava Olino, inclusive, se perguntou como um homem com a unha encravada podia andar tão rápido. Essa é a superação da vida, meu caro Bonácio (filosofia especial do autor).
Finalmente Bono (simplifiquemos assim) conseguiu alcançar Olino (simplificado seria pior), porém, os dois andavam, sem rumo, andando ao esmo, até quem sabe, por uma obra do destino encontrarem uma agencia lotérica aberta naquela hora.
Havia começado há mais de meia hora sua caminhada, e nada da tal lotérica. Eis que de repente, Bono olha pra traz e vê três homens bem suspeitos andando rapidamente atrás dos dois. Bono cutuca Olino e os dois correm. Correm louca e desesperadamente, até que o trágico acontece, os três indivíduos alcançam nossos heróis.
Os dois param, horrorizados, e os três rapazes olham pra eles com cara de decepção:

- Viu Ernesto, eu disse que não eram eles- bradou um deles.
Depois da frase proferida, os três rapazes explicaram que confundiram Bono e Olino, com uma dupla sertaneja que despontava no momento, Getúlio e Varlêi.
O mal entendido se desfez, e para a sorte dos dois, tudo deu certo, aliás, nada eu certo, pois a maldita casa lotérica ainda não aparecera.
Bono desconfiava que já tinha andado cerca de 120 quilômetros, e nada da desgraçada lotérica. Eis que surge, em face de maior encanto... (ta, não vou usar palavras tão requintadas ao me referir a uma mera casa de apostas)...porém, ela estava lá, imponente e austera. Uma miragem pensaram os dois, mas não, era real.

Andaram, ao som imaginário da canção da vitória (do Ayrton Senna)... pam pam pam...pam pam pam pam pam...
- Mas que merda cara, por que infernos uma casa lotérica fecha à...à.. 1h e 15min da madrugada -disse Olino.
- Eu te disse meu velho, eu te disse, desiste disso, além do mais, uma coisa que exija tanto sacrifício, não deve ser algo bom.
- É mesmo Bonácio, tu tem razão, desistoOs fiéis amigos vão pra casa conversando, e Olino revela em quais números apostaria caso localizasse uma casa lotérica:- 01, 17, 23, 36, 54, 59. Esses são os números Bono, mas enfim, não há de ser nada.Olino chegou em casa, dormiu, acordou, foi ao trabalho, e esqueceu a jogatina, afinal, se não fosse naquela noite, não seria mais.

Depois de o resultado da loteria, acumulada em mais de 10 milhões de reias, ter sido divulgado, Bono apareceu morto em sua casa, morte natural, diziam os amigos. Sabe-se que, conhecidamente ou não, os números da sorte naquele dia foram 01, 17, 23, 36, 54, 59, e Olino nunca mais foi visto.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O que é nosso ta guardado e abençoado por Jah

As vezes a gente se sente meio desprotegido. É como se um pedaçinho da gente estivesse de desprendendo do corpo, e andando em meio ao esmo, em meio a um mar de nada. As coisas parecem tomar um rumo meio de repente, assim, como uma surpresa, algo que tu não imagina acontecendo.

Mas ai, meu amigo, tu começa a entender que o tempo está passando e que tu já não é mais aquele guri que sentava lá no fundo da sala no colégio, aquele guri que só incomodava os professores, e que falava o tempo todo. Tu percebe, que cresceu, e com o teu crescimento, vieram as responsabilidades, e foram-se amigos.
É tão ruim, quando tu espera que as coisas possam se resolver sozinhas, e tu entende então, que não é assim, que tu precisa abrir teus olhos e buscar o teu futuro, mas que pra isso, é preciso coragem, é preciso acima de tudo, ter certeza do que tu quer.

Com isso, não me estenderei mais, fiz esses meros parágrafos, nesse texto medíocre, feito por um blogueiro medíocre, numa ressaca de carnaval. Mas o fiz com um único pensamento, desejar boa sorte e toda a benção de Jah aos meus amigos Cristian Gló, e Rodrigo Pudim, que estão indo em busca de algo novo. Que tiveram coragem de arriscar, e ao contrário dessa criatura que vos fala, vão buscar o seu futuro, onde ainda há um futuro os esperando.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Liberdade pra dentro da cabeça

Aquela sensação de estar em paz, de ser livre, de pegar com a mão qualquer pássaro que esteja passando por ti. Essa é a melhor sensação terrena. É a melhor e maior emoção que qualquer ser racional pode ter.
Saber que todas aquelas ondas que estão na tua frente, foram feitas por uma força maior, para ti. Tu podes nadar, e nadar, e nada...e seguirá, por uma infinidade de quilômetros no tão distante mundo, que todos vivem, mas muito poucos sabem viver.
A alegria de um sorriso, dado por quem realmente te ama, nunca vai ser substituída por qualquer coisa que possa ser comprada. Eu sei, eu sei, meus pensamentos estão se perdendo em um infinito de possibilidades, e tu pode até estar pensando que eu enlouqueci. Ah não é isso, não é mesmo. O bom de se viver, é saber que o errado e o certo, o louco e o são, estão na cabeça de cada um.
Eu queria voar, voar, para ver o mar, e levar, pros olhos de todos aqueles que estão quase desistindo da vida. Pra que eles vejam, que há um motivo para que eles vivam, há um mundo lá fora, um lindo mundo, que eles poderão aproveitar, se deixarem de lado a ganância, a violência, e o mal.
O azul que está por ai, do céu, do mar é todo o bem que já foi feito, é um pouquinho da essência boa que cada um tem no peito. O verde que existe pelo mundo, significa toda a paz que todos sabemos que ainda pode existir.
O teu peito ainda bate caro companheiro, porém, meus pensamentos devanearam, e estão indo longe, aonde o meu corpo não alcança, mas sei, que ainda antes de morrer, eu terei viajado, conhecido muitos lugares, se não materialmente, por alma, por coração, por pensamento.
Me sinto tão bem que sou capaz de voar, me sinto tão bem, que meu corpo a qualquer momento poderá ser visto flutuando por qualquer lugar. Pergunte-se o motivo de toda essa felicidade, e eu te respondo, simples e objetivamente: Eu vivo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Um caso de amor

“Existem dias, que o melhor é nem sair de casa”. Roberto sempre pensava isso, quando seu dia não estava, por dizer assim, brilhante. As coisas davam errado muitas vezes na vida dele. Não que o Roberto fosse perfeccionista, mas de fato a vida dele não era um mar de rosas. Havia acabado de perder sua namorada, perdeu-a para um câncer. Nunca mais amaria, dizia ele.

Juliana era tímida, nunca havia se apaixonado por alguém, e muito menos ido para a cama com quem quer que fosse. Uma moça a la moda antiga. Não que a Juliana se orgulhasse muito, por ter 26 anos e ser virgem, mas havia jurado que sua primeira vez seria só por amor.

Acreditava, a Juliana, que como em um dos livros de Sheakspere que ela lera, um caso de amor de tirar o folego a teria como personagem principal. Ingenuidade a dela, diziam suas amigas, porém, Juliana sabia o que queria pra si.

Roberto pouco saía, era um pouco fiasquento demais, não que fosse de proposito, mas as vezes as coisas fugiam do controle. Não era fácil deixar de ser o atrapalhado que Roberto era. E em todas as festas que ia, além de não estar a vontade, a saudade de Luisa, sua ex, era enorme. Nunca mais amaria.

A vida de Ju andava um tanto monótona, e por mais inibida que fosse, ela adorava uma balada, porém, estava prestes a desistir. Sua intenção sempre fora a de encontrar uma alma gêmea, a outra metade do seu ser. Mas sua busca, até então, fora fracassada. As amigas diziam: - Ju, joga tudo pro alto, aproveita, por que a vida é só uma.
Irritada, Juliana dizia:- Eu que sei o que eu quero pra mim.

A vida prega peças, e nem todas são ruins. Em uma noite úmida, em pleno inverno, um amigo de Roberto praticamente o arrastou à inauguração de uma boate, que seria a mais “bombante” da região.

Juliana não esperava a hora de ir até a mais nova boate da região, ao lado de seu prédio, a noite prometia.

Fila, gente aglomerada, bonita e feliz. Isso tudo deixava Roberto “P” da vida. Não gostava de ver as pessoas se divertindo, ainda mais, depois de ter sua vida arruinada, como ele mesmo dizia. Estava quase em depressão o Roberto.

Juliana era a primeira da fila para entrar na nova boate. Estava pilhadíssima para conhecer o novo lugar, alguma coisa dizia a ela que estava para conhecer hoje o homem de sua vida.
Depois de muito ser encoxado, empurrado, xingado, e esculachado, o Roberto e conseguiu entrar na tal da boate, que tinha um nome um tanto quanto diferente: “Romeu e Julieta”.

Lá dentro, Roberto não achou nada demais, o lugar era bacaninha, e só isso, o que tirou a atenção de Roberto, foi uma jovem, que dançava enlouquecidamente na pista, era tão linda, alguma coisa naquela garota era especial.

A noite estava divertidíssima, Ju dançava enlouquecida na pista. A música era agradável, mas Ju tinha reparado em um rapaz, um tanto quanto triste que estava escorado no balcão. Sua cara era tão triste, mas ela havia achado algo de especial nele.

Quando, enfim, a moça dançarina resolveu sentar-se, Roberto tomou uma atitude, era preciso esquecer-se nem que fosse por uma só noite, da sua falecida mulher. Estava ali, sua chance, na moça dançarina. Levantou de onde estava sentada, andou a largos passos até onde a moça havia sentado-se. Quando lá chegou, mantinha na mão drink, que por algum motivo, o qual não o impressionava, ele tropeçou, e caiu sentado, o drink voou todo no colo da bela dançarina.

Roberto não continha a vergonha, havia feito um fiasco, mais um. Não era possível. Com que cara olharia para a garota? Como ficaria sua situação? O que ele faria da vida? Decidiu-se. Não olharia mais para a garota. Mal sabia ele, que fazendo isso, estava deixando o amor de sua vida ir embora.

Por sorte Juliana, que ficou desolada com o pobre rapaz estabacando-se ao solo, resolveu tomar a atitude. Ofereceu sua mão para que o rapaz, que ela havia achado tão interessante, pudesse se levantar.

Quando, depois de muita vergonha, e muito constrangimento, olharam-se nos olhos, tudo parou, os sons, a luzes, os cheiros, até a fala dos dois estagnou. Tudo foi para um terceiro plano, uma cena tipicamente hollywoodiana, onde estavam só os dois. Algo nos dois se completava, era como se o lugar que muito tempo passou cativo, esperando um espectador, agora estivesse ocupado, e muitíssimo bem ocupado.

Amor, depois de uma semana sem notícias, Ju não tinha certeza se era ou não o que ela havia sentido. Sabia que algo nela estava diferente, mas não tinha como afirmar, afinal nunca amara antes.

-Amor, só pode cara. Eu to amando de novo, Bruno. Minha ex nem esfriou no caixão e eu já estou amando outra- disse Roberto à seu amigo.
Roberto sabia que estava amando, mas queria um tempo pra si, para ter certeza de que era isso mesmo que ele queria. Tinha medo de estar errado, e acabar quebrando a cara.

Juliana, espera, ao lado do telefone, que estúpido, teima em não tocar. “Eu dei meu número pra ele.Ele tem que me ligar”. E eis que em um rompante ele toca mesmo. Juliana atende e infelizmente, é um operador de telemarketing, um maldito operador de telemarketing. “Que se explodam esses cretinos. Quero meu Ro”.

Roberto pegou o telefone na mão e decidiu, amava Juliana como nunca amara ninguém, era hora de ligar. Discou o número dela, porém, estava ocupado. “Deve ser algum outro homem interessado nela, acho que vou desistir”.

Juliana não aguentava mais a espera, resolveu sair para espairecer. Foi ao parque.Roberto não sabia mais o que fazer, resolveu espairecer. Foi ao parque.
Encontraram-se (por uma obra de Deus?), no parque, e ali, foram felizes. Daquele dia em diante, nunca mais um abandonaria o outro.

Depois, de seis meses, Ju deicidiu apresentar Roberto a seus pais. Algo que não foi, por assim dizer, interessante. Pois, os pais de Juliana, principalmente o PAI de Juliana, não gostou do Roberto. Disse que o rapaz era mal caráter e que só estava interessado no dote e na vergonha de Juliana. (chegamos aqui a uma parte ainda não descrita no texto, Juliana era muito rica, milionária. E Roberto, era uma pessoa humilde.)

BARRADO, essa foi a definição dada pelo pai de Juliana ao namoro dos dois. Juliana nem quis saber, e continuou a dar todo o amor de seu peito á Roberto. E Roberto, mesmo com medo, resolveu ser o par de Juliana.
O pai da moça não gostou da idéia, as coisas tinham que ser do jeito que ele queria. Avisou a Roberto em uma certa noite, pelo telefone:- Rapaz, aqui é o Figueira, pai da Juliana. Tu vais largar da minha filha, ou eu vou dar um jeito para que isso ocorra- disse ele
- Mas...mas..Seu Figueira, eu amo a sua filha.
- Amor é o caralho, tu quer o dinheiro dela. E isso eu não vou permitir.Com isso, o telefone foi desligado.

Roberto passou a viver com medo, resolveram fugir, ele e Ju. Trocou até de nome, renegou sua própria identidade, em nome do seu amor. Viviam o seu conto de fadas longe, muito longe para quase qualquer um, mas não para as mão vingativa do Seu Figueira. O homem descobriu onde eles estavam, e decidiu mandar um matador de aluguel.

O matador achou os dois, e a chacina foi completa. A notícia que Seu Figueira leu no jornal na manhã seguinte foi a seguinte:

Casal brasileiro morre em crime ainda sem razão
Os corpos de Juliana Figueira (26) e Roberto Silva (29), foram encontrados no hotel Palace, em Novo México. Os dados passados pelo delegado da cidade, Juan Mostardeiro, dão conta que o crime teria sido encomendado por algum mandante ainda desconhecido. O que se sabe, é que o bandido errou seu alvo, pois tentou acertar Roberto com um tiro no peito, porém, sua parceira, Juliana, tomou a frente de seu homem e o impediu de morrer. Em seguida, a segurança do hotel rendeu o homem, impedindo que Roberto fosse alvejado. Porém, o rapaz, estava desolado com a morte de sua amada, e atirou-se do 18° andar do prédio, tendo morte instantânea. O motivo do crime ainda é desconhecido, porém, o que se notou, é que Roberto amava muito sua Juliana
”.

Seu Figueira, pela primeira vez em décadas, chorou.